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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

UM AMBIENTE QUE LEMBRA PRESENÇA DE CRISTO

Se Jesus aparecesse hoje nesse mundo, onde ele identificaria como sendo lugar que se identifica com ele?

Talvez dissessem: o Brasil, o nordeste, a nossa cidade, o nosso bairro, a nossa igreja. E as justificativas seriam as mais diversificadas:

Esse ambiente tem a ver com ele pelo teor de santidade que é pregado, por causa do poder de curar ou de exorcizar, um lugar onde Deus fala e todos obedecem, ou ainda, um lugar onde todos os problemas desaparecem e seu casamento fica blindado. Jesus é o cara!

E quando olhamos os textos bíblicos vemos um ambiente onde todos e todas são chamados à mesa, sem discriminação ou preconceito. Nesse ambiente não há a intenção de contabilizar almas prosélitas, e nenhuma exigência é imposta.

Pecadores e pecadoras se sentem aceitas e acolhidas no mesmo recinto. Aliás, os santos, salvos e sem a mesmo noção de serem arrogantes, não estão juntos à mesa, não por não se sentirem merecedores, mas por se acharem mais santos. Tais pessoas não precisam está lá e julgam inadequada a presença de Jesus nesse meio.

Um ambiente lembra presença de Jesus quando a vida é mais importante que as coisas, a consciência de limitação é tratada como humanidade em processo de construção.

Um ambiente desses é o lugar ideal e aconchegante onde o colo que sabe que somos pó nos entende em nossas fraquezas e nos ajuda a lidar com essas realidades pessoais.

A igreja é um lugar onde você pode e deve frequentar de forma livre, não como igreja que te aprisiona, ou lugar onde você se sente um peixe fora d’água, ou simplesmente igreja de crente, mas como igreja de gente, igreja de pessoas que promovem luz, vida e amor, lugar onde você não se ilude com triunfalismos, mas que aprende a somar forças e ser parceiro de Deus na vida que Ele te deu como um dom.


Josué Gomes

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

A RELIGIÃO DE JESUS

Começo lembrando a você que Jesus tinha (seguia) uma religião, Jesus não era cristão, ele era judeu. A relação de Jesus com o judaísmo era um tanto quanto conflitante porque sua visão de religião era diferente das mentes dos seus críticos.

Os religiosos da época de Jesus valorizavam mais a letra das sagradas Escrituras do que a vida com sua dignidade. Por algumas vezes, podemos ver que eles queriam que se cumprisse o teor rigoroso da lei a despeito da vida, por isso exigia o cumprimento da lei que, de acordo com o raciocínio de Jesus, não estava em prol da vida, já que a letra rígida mata.
Para Jesus, a religião devia seguir um ritmo de compaixão que ultrapassava a rigores da sã doutrina. Diante disso, não dá para imaginarmos Jesus lutando contra as normas ou doutrinas, mas ele era contra tudo que se traduzia em não-vida. Tudo o que negava a dignidade humana, tudo o que negava a vitalidade humana era também negado por Jesus.

Para Jesus, a vida humana com dignidade era mais importante do que coisas. Ele não coisificava as relações, mas gerava vida através delas. Vida essa que consagrava a humanidade que sofria com a possibilidade de refazer sua história.

Essa esperança era vivenciada no seu dia-a-dia de forma que as pessoas que estivessem ao seu alcance, se percebiam diante do amor, diante da compaixão divina que se antecipava para atender ao clamor dos oprimidos.

Na religião de Jesus todos são aceitos e desafiados a se tornarem extensão de amor para um mundo melhor.


É isso que quero para minha vida. É isso que quero para você!