Hoje é o nosso dia de agradecer aos nossos velhos que insistiram
em nos tornar gente do bem nos valores do Evangelho. A maioria de nós achava
desnecessária a insistência de ir a uma igreja, de orar e conhecer o Evangelho,
ou mesmo de fazer parte de uma religião; a maioria de nós foi enxergando o Evangelho
ou simplesmente seu valor através da honra e comportamento dos pais que
trabalhavam para dá conta da criação dos filhos, no nosso caso, do monte de
filhos e filhas. Dizemos isso porque nossas histórias se parecem nos termos da
coragem e disposição para o trabalho. Se, de alguma forma, não vimos tanto
antes, agora que crescemos e que nos vemos nos espelhos dos dias, agradecemos
pela insistência em ver que vale a pena lutar pelos nossos filhos e filhas. Nossa
gratidão aos que tiveram paciência conosco e disponibilizaram tempo e espaço no
coração para nos fazer gente com fé em Deus e fé na vida com pequenas sementes que
preconiza os adultos de hoje nas crianças de ontem. Nosso carinho aos nossos
pais! Lucimar Monte, mãe da Cássia Monte, João Soares e Lucinda Gomes, pais do
Josué Gomes.
quinta-feira, 12 de outubro de 2017
domingo, 13 de agosto de 2017
CARREGAR A CRUZ OBRIGAÇÃO OU SATISFAÇÃO?
Sabe aquela sensação de ser roubado
seu direito de agir diferente por pressão do meio? Você já se sentiu obrigado a
mudar de atitude por ser pressionado a tanto?
Na Bíblia um negro nascido em uma
cidade africana estava, como a maioria de nós olhando o que estava por trás de
uma multidão e viu Jesus carregando a cruz em direção ao suplício, e como este
estava quase sem poder continuar, foi constrangido a carregar a cruz de Jesus.
Como a maioria de nós, Simão é
daqueles que também declara: “Não estou disposto a fazer o não quero”, ou acaba
se justificando diante do que não está disposto a fazer. Isso acontece quando
vemos algumas pessoas fazendo o que imaginamos ser praticamente impossível a nós,
não por discordar, mas pelo fato de o envolvimento nos tirar do meu comodismo.
Nesse caso, te convido a fazer um
exercício: mudar o foco do que é obrigado a fazer pela consciência do que posso
fazer. Você pode não está tão envolvido, mas tente se conscientizar do que é
preciso e do que você realmente pode fazer sem buscar justificativas que minem
essa possibilidade. Se alguém precisa, por que não ser uma bênção para essa
pessoa?
Não é questão de ser ou não
manipulado, mas de ser equilibrado. Pessoas desequilibradas não conseguem
relaxar e põe a perder o melhor de si diante das questões adversas. Tente ser
equilibrado diante dessas adversidades. A temperança do fruto do Espírito.
Em vez de se sentir coagido, procure
aprender a partir dos fatos que atropelam seu comodismo. Na história de Simão,
aprendemos que de fato ele sofreu o constrangimento de ser obrigado (ninguém
gosta), mas talvez a consciência do fato de haver ajudado a um homem no limiar
de sua vida, pode ter surtido nele o efeito positivo que o levou a seguir o
caminho pretendido por Jesus. Isso quer dizer que, do sentimento de obrigação
ele migrou para a satisfação de ter passado essa experiência.
Aquela cruz havia sido assimilada
por ele como também sua. Isso nos leva a pensar sobre tantas coisas que podemos
assimilar como necessárias em vez de ser motivo de sofrimento e de rancor. Mover-se
do egoísmo para par o altruísmo curador.
Se a gente se exercitar no equilíbrio
de nossas emoções estaremos mais sensíveis ao que deve ou não fazer para
aproximar do que é necessário apesar de não está tão disposto a realizar. Isso porque
sabemos que o comodismo nos emperra o crescimento. As vezes somos sacudidos
pela vida e disso obtemos lições de vida e não de morte.
Josué Gomes
segunda-feira, 31 de julho de 2017
CADÊ DEUS QUANDO MAIS PRECISO DELE?
Sou de uma geração de evangélicos e
meus ouvidos se acostumaram a ouvir testemunhos. Eu mesmo fiz isso.
É interessante como a gente se
acostuma com eles e, sem perceber, acabamos nos tornamos mais exigentes.
Lembro-me que ia de um bairro a outro e até mesmo outra cidade para ouvir um
testemunho do tipo que nos fazia suspirar. Era a certeza de que Deus estava
agindo na vida de tal pessoa. Dizíamos “Oh, que coisa tremenda! Essa pessoa é
muito abençoada!”. Com o tempo fui achando que alguns testemunhos evidenciavam
mais o passado que o presente transformado do testemunhante.
Com o passar do tempo a coisa
piorou. Passamos a perceber que os testemunhos eram selecionados de acordo com
a conveniência da instituição, pois era ela a mais interessada no fruto dessa
apresentação.
Por que achamos que alguém só é
abençoado quando o testemunho diz respeito à transformação do bolso vazio e
agora cheio de dinheiro? Do não tinha, agora tenho? Não seria isso uma isca
ilusória do evangelho da ganância, das filhas da sanguessuga que sempre pede:
“Dá-dá”?
Por outro lado, onde está Deus
quando mais preciso dele? Estará com os que tem acumulado seus bens, já que
bênção inicia com um fonema de “bem”? Não creio!
O Deus pai de Jesus sempre se
mostrou presente na pessoa de Jesus e se mostra no espírito transformador da
miséria em equilíbrio, na falta que se preenche com aquele que divide. A
verdade é que há uma presença interior no ser humano que precisa e deseja ser
percebida – a presença de Deus, não como aquele que vai resolver teus deveres,
mas que garante está presente te dando força para continuar.
Vamos lá, Meu povo! Vamos captar
essa mensagem como de Deus para a nossa vida e estejamos prontos para viver a
sua vida com tudo, quando esse tudo começa com a percepção da força que Deus nos
dá para seguir adiante!
Josué Gomes
sábado, 22 de julho de 2017
MINHA REVERÊNCIA AOS AMIGOS!
As figuras que nos rodeiam se perdem
ao longo do tempo de nossa história. Alguns amigos da época de criança se
perderam e se tornaram imagens não tão claras. Somente quando a distância e o
tempo são quebrados é que, como onda do mar, essas imagens são atualizadas.
Os amigos nos promovem atualizações
boas e más. Algumas vezes nossos amigos nos fazem voltar ao tempo, outras vezes
nos beliscam com atualizações que nos machucam ou nos refazem a alegria de
viver.
Feliz é a pessoa cultiva uma boa
amizade por décadas. Feliz é a pessoa que encontra um amigo que independente do
tempo, o laço já demonstra que é uma amizade forte. “Parece até que somos
amigos a décadas!”
Mas, pense comigo:
Você acha que o amigo deve concordar
sempre com você? Acha que a amizade exige resposta positiva em tudo? Você que
amigo nunca guarda segredo? Sempre tem que te convidar para uma festa? A resposta
para todas essas perguntas é um sonoro “não!”. Amigo não tem que... nada!
Não se mede uma amizade pela
utilidade, mas por ser amigo. Geralmente os amigos são poucos. Desconfio de quem
tem mais amigos que possa contar. Aliás, penso que uma boa amizade é
reconhecida diante de uma turbulência quando você se choca com a atitude da
pessoa. Dá para continuar a amizade? Essa é uma prova que garante ser amigo de
verdade.
Em seu tempo, Jesus chamou alguns
amigos e disse que estava angustiado até a morte e precisava orar um pouco com
eles. Mas, eles não conseguiram seguir no mesmo patamar de oração. Se sentiam
impotentes e ficaram como que adormecidos. Gente, nem sempre dá para andar cem
por cento na sintonia do problema do amigo, mas dá para, dentro da limitação,
andar, estar junto.
Quando Jó perdeu todos os seus bens,
e seus filhos, e ainda padeceu de uma horrível enfermidade, teve grandes
problemas; sua esposa que se desesperou e lhe aconselhou o suicídio, e seus
amigos que entenderam pelo entendimento da época que o sofrimento só sobrevinha
sobre aquele que estivesse com pecados encobertos. Jó não concordou com eles, e
sofreu por causa disso e por toda culpa a ele imposta. No final, Jó ora por
eles.
Amigo tem dessas coisas. Às vezes
complicam mais do que ajudam. Mas o fato é que é muito importante ter um amigo
nessas horas. Não tempos que concordar com eles, mas podemos ser gratos por sua
presença diante do passamos. A mão amiga é mais importante que a palavra que
discordamos. Por isso, oremos pelos nossos amigos e amigas. Sejamos gratos por
eles.
Parece-me que a bíblia sinaliza que
esse comportamento orante gera vida e prosperidade no melhor dos sentidos. Jó não
foi restituído com o que havia perdido, mas com a vida e sentido que tinha pela
frente. Seus amigos estavam lá quando ele precisava de uma mão para segurar
nesse tempo de aflição.
Sou muito grato pelas amizades de
todos os tempos. Não são muitos, mas o suficiente para celebrar e ser grato por
eles.
Josué Gomes
domingo, 28 de maio de 2017
E DISSE DEUS: “O PRÓXIMO PASSO É SEU!”
Numa cultura escassa de literatura,
o conhecimento era dado a partir da condição oral, mais tarde conhecida como
tradição oral. Os jovens queriam saber como a vida veio a acontecer, como se
tornaram povo, como chegaram a ser o que eram, qual o próximo passo da
humanidade, etc.. A resposta viria da boda do ancião que tinha princípios
judaico-cristão: Deus é o princípio de tudo.
E ele continua...
Você sabia que Deus criou os céus e
a terra e tudo o que neles há? Sabia que Deus iniciou dando um pouco de sua
luz, mesmo quando não havia luzeiros no firmamento? Sabia que Deus criou a luz
e com isso se descobriu que luz e trevas se opõem? Sabia que Deus criou as
estrelas e os astros, que as águas doces e salgadas vieram depois, e logo os
animais domésticos e selvagens, e somente por fim, veio o homem? É, o homem
veio somente depois que havia condições climáticas e possibilidade de sua sobrevivência.
Sabia que Deus ordenou a vida
continuar sua criação, isso é a terra, as sementes, os animais, e por fim o
homem? É, isso é uma declaração de responsabilidade e lei da vida. A vida surge
a partir do Deus (vida) e continua se estendendo através de leis fixas, mas ao
homem, feito à sua imagem e semelhança, é dado a ordem de dar o próximo passo.
Deus confia ao homem a sequência da
vida, a administração de sua criação. Isso significa que o ser humano é capaz
de seguir adiante conforme com criticidade e criatividade.
Isso tem a ver com os mais diversos
níveis de relacionamentos humanos, empresa, matrimônio, amizade, negócios, etc..
O próximo passo é de nossa inteira responsabilidade. Isso nos diz que somos
criaturas criadoras, gente em fase de acabamento que se revela nas escolhas que
fazemos, de preferência, inspiradas no ser criador que nos conduz nesse
processo criador.
Portanto, urge a nós o exercício da
sequência da vida, que digam os cientistas, os pedagogos, os engenheiros, e,
porque não, os poetas. Claro que não estamos negando Deus nesse processo, antes
estamos valorizando a confiança a nós emprestada.
Josué Gomes
domingo, 21 de maio de 2017
SENSIBILIDADE E VOCAÇÃO
Você já teve a impressão ter sido
esquecido por Deus? Você já teve a impressão de que Deus não existe e que, por
isso, não lhe ouvimos falar? Pois é, eu sim.
A maioria de nós fala de “fidelidade
de Deus” como resultado de acordos divinos em relação às dificuldades que
enfrentamos. É como se primeiro percebêssemos a “bênção” para depois afirmarmos
que “Deus é fiel”.
Até parece que só o enxergamos no
sucesso, no sobejar da bênção. Para a maioria de nós a fidelidade de Deus é uma
garantia de que “nada nos abalará”. Não entendemos que o dever de casa é nosso.
Vivemos correndo atrás de bênção e só entendemos de bênção nesses termos.
Creio que Deus se apresenta a nós
nas esquinas da vida, assim como na sarça ardente de Moisés no deserto. A
maravilha ali não foi Deus falar, mas alguém ter coragem de deixar o que estava
fazendo para dedicar tempo para ouvir o inaudível.
Caiamos na real, estamos muito
atarefados com projetos egoístas, e não temos tempo nem sensibilidade para
ouvir Deus falar nem olhos para ver seus sinais.
Creio que nossas queixas são
ouvidas, mas o que mais incomoda Deus é não entendermos que Ele age à priori em nós nos acordando para
a realidade de seu amor, e à posteriori
através de nós, nos conduzindo à vida de dentro para fora em uma vocação
de sermos mais parecidos com Jesus que se tornou culto humano no meio de uma
geração que não estava acostumado a viver esse nível de acolhimento divino.
Procure pensar nisso. Procure ser
sensível ao que acontece ao seu redor e seja um culto vivo ao Deus da vida. Una
força e coração a pessoas que não abrem mão de serem mais humanas. Seja você
mesmo um culto vivencial onde o egoísmo se ofusca pelo espírito do altruísmo. É
assim que renasce o ânimo de viver e de ver a vida fazendo sentido.
Josué Gomes
domingo, 14 de maio de 2017
ORAÇÃO e HUMILHAÇÃO
Ainda criança ensinaram-me a arte da
oração. Um caminho de busca e de intimidade com Deus. Busca-se a Deus por
saber que todo pai deseja cuidar de seu filho e se queda disposto a atendê-lo
e, intimidade devido ao fruto de uma vida de oração.
Ensinaram-me que quanto mais o
buscasse, mais rápido seria atendido. Quanto maior o lamento, mais certeza
poderia ter de ser contemplado. Perdi a conta de quantas vezes andei em
vigílias até o sol raiar e em círculos de oração das tardes. Observava que a relação dos
pedidos sempre foi bem maior do que a da gratidão; tudo era contrição e oração.
Os pedidos eram tão suplicantes que
fazia pena ver alguém orando. Chorávamos ao fazer cada oração, mas depois de um
tempo, nascia a esperança de que Deus havia nos ouvido, logo a
resposta também viria. E com a voz embargada, dizíamos: "Amém!".
Ainda hoje gosto de oração, mas o
tempo nos provoca o pensar e o repensar. O olhar se torna maduro e mais
“exigente” no sentido dos "como" e "por quês", se dessa ou daquela maneira.
Por que a súplica? Devido uma
extrema necessidade ou pela falta de respostas e a limitação do orante.
Oramos com muita naturalidade como
quem conversa com alguém próximo numa esfera de relacionamento entre seres onde
não há cobrança nem lamento, só compartilhamento. Nesse sentido a oração gera
alivio e confiança existencial.
Mas, me preocupo com a exigência da
súplica, da face no pó, da prostração, do jejum ou de qualquer outra tendência ascética. Ora,
se é verdade que o Pai conhece seus filhos e filhas e que ele sabe o que quer
antes mesmo de comunicar-lhe algo, por que a petição suplicante e ofegante? Por que tem que se humilhar?
Penso que, se
choramos ou lamentamos uma situação, não fazemos por exigência de fator sine
qua non para ser atendido, mas por sermos humanos, gente se sente gente em estado de carência.
A exigência da súplica, da contrição,
da humilhação desdiz de um Deus-Pai bondoso. Não dá para mensurar o nível a se
chegar a tal humilhação e, por isso ser atendido, acolhido. Eu creio num Deus
pai que, antes de tudo, conhece cada um de nós e sabe de nossas limitações.
Deus é maravilhoso e encontra em
nós, não a humilhação, não a prostração, mas a atitude orante que permeia os passos de quem busca sua companhia e seu colo!
Quando oro, o faço, não quem precisa se humilhar para ser exaltado, mas como sinaliza o desejo de Deus na oração. Quando oro, o faço em atitude existencial, ainda que ninguém perceba que estou orando, senão que estou vivendo, vivendo um estado de oração e vida com o Pai.
Josué Gomes.
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