Amadurecimento
não é algo que deve acontecer como num passe de mágica. Sabemos que há métodos
rústicos para maturação de frutas, a exemplo de cachos de bananas no
“carbureto”, mas na vida real da gente não é assim. Também tenho percebido que
amadurecimento não é constatado facilmente. Geralmente, algo acontece como gatilho
gerando uma reação que pode ser
detectada como madura ou não.
O
comportamento humano diante da pressão, geralmente depende do estado de
espírito. É complicado até mesmo para os mestres da psicologia comportamental
do calibre de John B. Watson, pai do “behaviorismo”, ou Maria Amélia Matos. A
ideia é que “toda ação positiva, gere uma reação positiva e, toda ação negativa
gere uma reação negativa”. Essa é uma marca universal quando se entende que não
dá para colher feijão quando a semente for abóbora, mas há um desafio
interessante no caminho da cristandade que quebra essa mentalidade do “toma
–lá-dá-cá” no pé de igualdade. Trata-se de uma reação madura modificada pelo
sentido do bem comum. Entendemos que quando quebramos o ciclo do ódio, do
estresse, ou da maldade de modo geral, o amor vence. Isso sinaliza um
amadurecimento do caminhar cristão.
Isso não
significa deixar de lutar contra o mal, nem sinalizar desgosto diante da
malignidade humana. Na verdade, o desafio é buscar brechas onde o comportamento
do bem, do que é de paz, viabilize a vida e a esperança de um mundo melhor.
Isso requer mais do que palavras ou vontade. Você pode ter vontade de reagir com o bem a despeito do ódio que sente, mas o que vai te fazer tomar atitude contrária ao desejo de vingança é sua maturidade vivenciada com o espírito do Emanuel (Deus conosco), em suas atitudes recheadas de perdão, luz, amor e vida.